O tempo não para

E nem a gente aqui na Fazenda.

Desde quando começamos a produzir os fios para 2013, está tudo uma correria. Todo mundo envolvido em lavar, cardar, fiar, tingir…

Esse é um pedacinho do nosso galpão, onde tudo acontece.

Essa é a nossa meadeira que fizemos nós mesmos, com pedaços de madeiras que achamos na Fazenda. Na foto, a gente estava calculando quantos metros eram necessários para que nosso fio auto-listrável (self-stripe) fizesse listras direitinho nas meias.

Todos os nossos movimentos são friamente calculados 🙂

Você sabia que, ao receber tratamento superwash, o fio absorve as cores de maneira diferente? E lá fomos nós testar todas as possibilidades de tons para levar a você as cores mais lindas que poderíamos obter.

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Teste de cores

Entre os tantos pigmentos (todos naturais, a gente garante) que usamos, um deles é a cochonilha, responsável por esse rosa algodão-doce e variações.

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Cochonilha é amor

Depois de tingido, vai tudo para o varal, digo, cerca. Depois, direto para as suas agulhas.

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Quase tudo pronto
Pegando um bronze na cerca.
Pegando um bronze na cerca.

Aí os pedidos vão chegando e a gente corre para encaixotar tudo.

Tudo muito bem embaladinho
Tudo muito bem embaladinho

E nas suas agulhas, o que você tem feito com os nossos fios? Mostra pra gente!

Da Fazenda para a Suécia

Ovelhas da raça brasileira Crioula

Desde o começo deste ano, os fios Da Fazenda passaram a ser exportados para a Suécia. Tudo começou quando uma cidadã sueca, em passagem pelo Brasil, conheceu e levou na mala os fios produzidos pela Fazenda e lá os apresentou à distribuidora Textilhuset Swelogent. Depois de alguns contatos, lá se foram alguns (muitos!) novelos se aventurar na terra do Abba.

O que chamou atenção da empresa foram os fios naturalmente coloridos, nas cores branca, marrom e crioula. Não foi por acaso: esses fios têm um apelo ecológico importante, pois além da preservação genética dos animais naturalmente coloridos (os ovinos tem sido selecionados por séculos para somente produzir lã branca, mais apropriada para o tingimento industrial), consegue-se obter até 16 cores/tons diferentes de lã sem a utilização de qualquer processo de tingimento e, portanto sem a geração, de qualquer resíduo. A aceitação foi tão boa que um novo pedido, 20 vezes maior, já foi está sendo negociado.

Ovelhas da raça Texel: mamãe orgulhosa dos seus bebês.

Além do evidente impacto ecológico, o fato de uma empresa européia se interessar por um produto 100% brasileiro inverte a lógica de exportar lã bruta e importar produtos com valor agregado dos países mais desenvolvidos. Agora são os nossos produtos que são objetos do desejo lá fora. Além disso, passamos aos poucos a ser reconhecidos como produtores de fios de lã de qualidade, artesanalmente e ecologicamente processados, um caminho que o Uruguai e a Argentina já iniciaram há tempos.