Conheça seu fio: quantidade de cabos x resistência

Você já deve ter notado que os fios podem ser diferentes. Não apenas em termos de composição e cores, mas também em estrutura.

Se você pegar o fio que está usando agora e distorcê-lo um pouquinho talvez se surpreenda ao notar que, na verdade, ele é formado pela junção de vários outros fios mais finos torcidos juntos, fios esses que chamamos de cabos em português e, em inglês, “ply”.

Mas se você está usando, por exemplo, um fio Da Fazenda, Bulky ou Worsted, notará que o fio é um cabo único.

Qual é a diferença?

Quanto mais cabos, mais regular o fio é.
Quanto mais cabos, mais regular o fio é.

A diferença é que quanto mais cabos, mais resistente é o fio. Quanto menos cabos, mais delicado ele é.

Ambas características têm suas qualidades e aplicações práticas. Por exemplo, se você quer fazer uma meia para usar com um sapato, esse fio precisa ser resistente, senão vai rasgar muito fácil. Então, é por isso que fios de meias tem no mínimo dois cabos e o mais comum tem quatro. Mas se você for fazer uma peça que não sofrerá atrito, pode usar um fio de um cabo mesmo.

Outra característica é que quantos mais cabos, mais o fio tenderá a ser uniforme em sua aparência, ideal para desenhos elaborados, como renda e tranças. Pense num lápis. Quanto mais preciso for o traço, mais delineado será o seu desenho. Se, por outro lado, o trabalho que você estiver fazendo não tiver pontos elaborados, o fio pode ser menos “preciso”.

Lã nas artes plásticas

Sonya Philip é uma artista filipina que hoje mora em São Francisco e cria peças lindas com fios, desafiando os limites entre artesanato e arte.

Em seu trabalho, Sonya procura colocar um toque humano em objetos produzidos industrialmente, provocando delicadas “surpresas” em quem vai às suas exposições.

Sonya começou a tricotar aos 20 anos. Antes, ela costurava e fazia macramé. Tem mais informações sobre ela aqui.

Dica de leitura

Se você é daquelas pessoas que gostam de pesquisar sobre seus hobbies, então não pode deixar de ler o livro Fleece & Fiber Sourcebook, escrito por Deborah Robinson e Carol Ekarius, publicado em inglês pela editora Storey Publishing.

O livro é uma enciclopédia ilustrada e trata de mais de 200 tipos de fibras animais, desde raças de ovelhas com pelos longos aos curtos, passando também pelos camelídios (alpacas, lhamas, vicunhas), bisão, cavalo, coelhos e até cachorro.

Você encontra muita informação sobre as características de cada animal, cor, densidade e comprimento da fibra, recomendações sobre processamento e sobre como usá-la.

Este livro é essencial na livraria de qualquer pessoa que ame fibras naturais.

Onde encontrar: Amazon. (entrega no Brasil)

Crochê, arte e brincadeira

Em meados dos anos 1990, durante uma exposição numa galeria de arte no Japão, duas crianças se aproximaram da artista plástica Toshiko Horiuchi MacAdam e perguntaram se podiam escalar sua escultura – uma enorme instalação feita em crochê que mais parecia uma rede gigante.

Meio apreensiva, ela disse que sim.

Escultura para brincar

Nasceu daí a idéia de criar um parque todo feito com crochê e outras manualidades que foi instalado três anos mais tarde em um parque em Sapporo, no Japão, em parceria com engenheiros da TIS & Partners e arquitetos da Takano Landscape Planning.

 

A artista trabalhando

Lã para… dormir

Utilização de lã na fabricação de roupa de cama favorece o bem-estar e saúde dos usuários. Quem afirma isso é o Australian Wool Innovation (AWI) no Congresso Mundial da Federação Internacional para Economias Domésticas (IFHE, sigla em inglês) na semana passada em Melbourne, Austrália.

>> Para ler a matéria completa, clique aqui.

“A ciência está mostrando que além de ser uma fibra natural, renovável e biodegradável, roupas de cama e de dormir de lã parecem promover uma melhor noite de sono e podem ajudar pessoas que sofrem com alguns tipos particulares de condições da pele”, afirmou o gerente de inteligência de mercado do AWI, Paul Swan.

A pesquisa, financiada pelo AWI, foi realizada pelo Instituto de Dermatologia de Queensland.

“Em condições de calor (29º Celsius), vestir roupas de dormir de lã levou participantes de um estudo a dormir significantemente mais tempo, refletindo um início mais rápido do sono e acordando com menos frequência. Em condições de frio (17ºC) e neutras (22ºC), a combinação de roupas de dormir e de cama de lã levaram os participantes a ter um sono mais eficiente comparado quando testados usando roupas de cama e de dormir de outros tecidos”, diz Swan.

Até o mito da alergia da lã foi abordado pelo estudo, que mostrou que o uso de roupas de lã fina Merino ajuda pessoas que sofrem com condições de dermatite. “A lã Merino tem propriedades de controle da umidade e da temperatura e ajuda naturalmente na regulação da temperatura corpórea”, disse Swan.

A velha a fiar

“Estava a velha no seu lugar, veio a mosca lhe fazer mal…”

Quem não conhece a musiquinha da velha a fiar? Pois saiba que ela é mais famosa do que a gente imagina.

Em 1964, o cineasta Humberto Mauro fez um curta ilustrando essa canção, executada pelo Trio Irakitã. O filme é considerado o primeiro videoclipe brasileiro, e um dos primeiros do mundo.